CDS/Açores sublinha estratégia preventiva como pilar da segurança dos açorianos
Proteção Civil

O Líder Parlamentar do CDS/Açores, Pedro Pinto, afirmou hoje no debate em torno da Proteção Civil que o que verdadeiramente importa para os Açorianos é saber se estamos mais bem preparados para prevenir e responder a situações de catástrofe.


Para Pedro Pinto, a análise do trabalho desenvolvido demonstra que a estratégia seguida não assenta apenas na reação, mas sobretudo na prevenção, antecipação e no planeamento.


“A Proteção Civil começa muito antes do toque da sirene. Começa na capacidade de prever, monitorizar e agir preventivamente”, afirmou.


Neste contexto, o Deputado destacou o reforço da monitorização meteorológica na Região, nomeadamente através da rede de radares meteorológicos, que considera representar um avanço estrutural na deteção e acompanhamento de fenómenos extremos.


“Mais informação, recolhida em tempo real, significa melhores avisos, decisões mais atempadas e intervenções mais eficazes”, referiu Pedro Pinto, recordando que esta é uma medida há muito defendida pelo CDS-PP desde 2010, finalmente concluída no ano passado, e que investir na prevenção é proteger pessoas e território antes de ocorrer o pior.


Pedro Pinto salientou igualmente a aquisição da estação meteorológica do Aeroporto das Lajes, um investimento da Vice-Presidência, como mais um passo no reforço da capacidade regional de observação e análise.


“Não estamos a falar apenas de equipamento técnico, estamos a falar de melhorar a articulação entre entidades, aumentar a qualidade da informação disponível e permitir uma resposta mais coordenada perante fenómenos adversos. Quanto melhor for a informação, maior é a capacidade de antecipação e menor é o risco”, sublinhou.


No plano científico, o Líder Parlamentar valorizou o investimento associado ao Observatório Climático do Atlântico, considerando que o reforço do conhecimento sobre o comportamento climático no espaço atlântico contribui para uma melhor compreensão dos fenómenos extremos que afetam os Açores.


“Mais ciência e mais conhecimento significam maior capacidade de previsão, melhor planeamento e decisões públicas mais informadas”, afirmou.


A prevenção, acrescentou, passa também pela intervenção direta no território, nomeadamente através de medidas de controlo e mitigação do caudal das ribeiras, como bacias de retenção e obras de regularização.


Segundo o Deputado, estas intervenções reduzem o risco de inundações, o arrastamento de materiais e protegem infraestruturas e habitações, sendo investimentos muitas vezes pouco visíveis no debate político, mas decisivos quando surgem situações extremas.


Pedro Pinto destacou ainda programas como o Eco-Freguesia, que considera traduzirem uma lógica de prevenção assente na proximidade, na medida em que, segundo o Deputado, capacitar as juntas de freguesia para a limpeza e manutenção de espaços públicos, gestão de linhas de água e redução de materiais acumulados é atuar diretamente na diminuição da exposição das freguesias a situações de emergência.


“A prevenção faz-se também envolvendo o poder local e valorizando quem está mais próximo das pessoas”, afirmou.


O Líder Parlamentar sublinhou igualmente a importância do treino e da capacidade operacional, referindo que os exercícios realizados pela Proteção Civil permitem testar procedimentos, identificar falhas e melhorar a articulação entre entidades. “Treina-se em tempo de normalidade para que, em tempo de crise, a resposta seja rápida e eficaz”, frisou.


Pedro Pinto destacou também o trabalho de sensibilização desenvolvido junto da população, em particular nas escolas, promovendo uma verdadeira cultura de prevenção.


“Ensinar como agir perante um sismo, uma tempestade ou uma situação de emergência é garantir que cada cidadão sabe como se proteger e como ajudar os outros quando necessário. A segurança não depende apenas dos meios no terreno, depende também do conhecimento e da preparação das pessoas”, disse.


Reconhecendo o reforço dos meios de resposta, a valorização dos bombeiros e o investimento nos recursos operacionais, o Deputado salientou que o caminho seguido combina várias dimensões: prevenção, monitorização, planeamento e capacidade de resposta.


“Não são medidas isoladas, mas uma ação articulada na qual trabalham em conjunto tecnologia, ordenamento do território, proximidade local e preparação operacional”, salientou.


Pedro Pinto atribuiu este percurso ao trabalho consistente desenvolvido pelo Governo Regional, através da Secretaria Regional do Ambiente e Ação Climática, que tem assumido a prevenção e a preparação como pilares centrais da política pública nesta área.


“O CDS-PP sempre defendeu que a verdadeira política de Proteção Civil não é apenas reagir bem às emergências, mas reduzir ao máximo a probabilidade e o impacto das catástrofes. É essa lógica preventiva que importa reconhecer e continuar a reforçar.


Porque quando investimos em antecipação, conhecimento e preparação, estamos a aumentar a segurança dos açorianos e a proteger melhor o nosso território”, concluiu.

CDS Açores
24-02-2026
Comunicação
Categoria: CDS Açores

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