O Líder Parlamentar do CDS/Açores, Luís Silveira, defendeu hoje em plenário a necessidade de adotar medidas concretas para responder à diminuição das dormidas turísticas registada em 2026, sublinhando que os desafios atuais do setor devem ser enfrentados com responsabilidade, capacidade de resposta e uma visão estratégica para o futuro.
“Falar de turismo nos Açores é falar de um dos pilares da nossa economia, da criação de emprego, da dinamização das nossas empresas e da valorização daquilo que de melhor temos para oferecer a todos quantos escolhem a Nossa Terra como destino de férias”, afirmou.
Luís Silveira reconheceu que a diminuição das dormidas em 2026, num contexto internacional marcado pela instabilidade geopolítica, pelo aumento dos custos das viagens e pelas dificuldades nas acessibilidades aéreas, exige atenção e respostas ajustadas, sem desvalorizar as preocupações dos empresários.
“Não estamos perante uma realidade que se possa analisar com alarmismo, mas perante uma conjuntura que exige respostas rápidas, ajustadas e eficazes”, salientou.
O Parlamentar lembrou que, em 2025, os Açores alcançaram os melhores resultados turísticos de sempre, ultrapassando os 4,5 milhões de dormidas, 1,4 milhões de hóspedes e 206 milhões de euros em proveitos hoteleiros. Acrescentou que, entre janeiro e agosto de 2026, os proveitos da hotelaria atingiram cerca de 159,9 milhões de euros, demonstrando, na sua perspetiva, a capacidade de resistência do destino.
Para o Líder Parlamentar do CDS/Açores, a importância do turismo reflete-se em toda a economia regional.
“Termos mais turistas na nossa Região é termos mais pessoas a consumir tudo aquilo que de bom produzimos: os nossos lacticínios, a nossa carne, o nosso pescado, os nossos vinhos, o nosso artesanato e tantos outros produtos que refletem a qualidade e a identidade açoriana”, destacou.
Neste contexto, valorizou o trabalho desenvolvido pelo Governo Regional no âmbito do Plano Estratégico e de Marketing do Turismo dos Açores (PEMTA 2030), considerando fundamentais a qualificação da oferta, a sustentabilidade, a valorização dos produtos diferenciadores e a distribuição dos benefícios da atividade turística pelas nove ilhas.
O Deputado destacou ainda a previsão de 17,2 milhões de euros para a promoção turística na Anteproposta de Plano e Orçamento da Região para 2027.
“É um sinal relevante da importância atribuída ao setor e da necessidade de reforçar a presença dos Açores nos mercados emissores, recuperar a procura e estimular a atividade económica”, afirmou Luís Silveira, defendendo que o investimento deve traduzir-se em campanhas eficazes, resultados mensuráveis e numa promoção ajustada aos mercados com maior potencial para a Região.
As acessibilidades aéreas constituem, para Luís Silveira, uma das questões centrais para a competitividade do destino Açores. O líder parlamentar reconheceu o impacto da saída da Ryanair na conectividade da Região e defendeu a necessidade de captar novas rotas, reforçar as ligações existentes e aprofundar a articulação com as companhias aéreas.
“A captação de novas rotas, o reforço das ligações existentes e a articulação com as companhias aéreas são fundamentais para a competitividade do destino”, sublinhou.
O Parlamentar apontou as ligações anunciadas para 2027, nomeadamente Bruxelas–Ponta Delgada e Newark–Terceira, como oportunidades a aproveitar, defendendo que a melhoria da conectividade deve beneficiar todas as ilhas, incluindo aquelas que não dispõem de uma porta de entrada internacional direta e que enfrentam maiores dificuldades de acesso aos fluxos turísticos.
O Líder Parlamentar do CDS/Açores apelou para que não esqueçam as quatro ilhas que não são servidas por companhias aéreas low-cost, sublinhando que um desenvolvimento harmonioso dos Açores exige uma atenção particular às economias das ilhas mais pequenas e, por si só, mais vulneráveis.
“O futuro do turismo e da Região não pode ficar limitado a uma discussão centrada exclusivamente na Ryanair, nem ignorar a necessidade de garantir oportunidades e condições de desenvolvimento para todas as ilhas dos Açores”, declarou Luís Silveira.
Luís Silveira considerou igualmente prioritário combater a sazonalidade através da diversificação da oferta turística ao longo do ano, valorizando os percursos pedestres, o ciclismo, a observação de aves, a gastronomia, a cultura, o bem-estar, os congressos e os eventos.
“Não queremos apenas mais turistas nos meses de maior procura. Queremos um turismo que gere rendimento de forma mais equilibrada, que dê maior estabilidade às empresas e que crie emprego sustentável ao longo do ano”, afirmou.
O Líder Parlamentar do CDS/Açores ressalvou, contudo, que o crescimento turístico deve respeitar a natureza, a identidade e a qualidade de vida das comunidades açorianas, elementos que considera essenciais para preservar a diferenciação do destino.
“Os resultados históricos de 2025 demonstram o potencial do destino Açores. A diminuição verificada em 2026 exige atenção e medidas concretas. E o investimento previsto para 2027 deve ser aproveitado para inverter esta tendência e consolidar um crescimento sustentável”, concluiu.
“O turismo é demasiado importante para a economia açoriana para que nos resignemos perante as dificuldades. Temos um destino de excelência, temos produtos de qualidade, temos empresários que investem e trabalhadores que diariamente contribuem para a experiência de quem nos visita. Cabe-nos criar as condições para que esse esforço continue a gerar resultados, riqueza e oportunidades em todas as ilhas”, rematou Luís Silveira.
Horta, 22 de outubro de 2026
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